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Cariocas

Eu queria, nem que fosse um dia
Louco dessa vida
Ter a audácia desses cariocas
Que se esbaldam nas tuas esquinas
E cheios da volúpia que ela provoca
Vão se indo falando bons-dias
E outros impropérios que quase não se nota
Pois quem é que não nasceu
E morre de vontade de ser carioca?

Pra andar com braços abertos e olhos fechados
Ou se o contrário, pois não sou otário.
Só sonho um dia ser milhardário
E ter cobertura no Leblon
Um carro do bom
E um segurança chamado João
Pra me proteger do mal
Que vem lá do Vidigal
Ou talvez, quem sabe da Maré?

Gostam de beber nos bares
Boêmios da cidade, na Lapa
Ou na orla do mar
E ouvem seus vagos vagidos
Multidão de desasssistidos
Que implicam com meu caminhar.
E pedem um pouco de tudo
Como poderia eu não dar?
Pois só que lá do Corcovado
Vem o chamado pra eu me atentar
Pra tomar cuidado com as estrelas
Que caem ritmadas pra cá e pra lá..
Um brilho de cidade
Que a sociedade não quer se importar

Gosto daquelas mulheres
Nem todas daqui, nem todas de lá
Que sorriem à queima-roupa
E me fazem pegar o violão
Escrever uma canção pra lhes encantar
Pra logo fugir dali
Que a chuva vem chegando
E vamos caminhando
Que aqui não dá pra ficar
Pois quando chove no morro
Chora a cidade, chora o mar

E num eterno Janeiro
Ensoloramento que não quer findar
Ou finda na casa da Tina
Seu filho Tulipa, quer se mudar.
Também morar no Leblon
Numa cobertura, quem não quererá?
E com seu 22 desce do morro pra me encontrar
Dançamos a dança da cidade
O verbo e o alforje vulgar
Eu e ele somos um
Morando no mesmo lugar
Pois todo que é carioca
Não se coloca ou se deixa estar
Mesmo quando sangra no asfalto
Bem lá do alto, Deus a nos olhar...

Ave do Rio de Janeiro
Dança dali no terreiro
Quem é daqui, estrangeiro
Na roda do samba sempre tem lugar
Pois quem é que não nasceu
E morre de vontade de ser carioca?
Quem é que não quer ser assim
Cidade e floresta, shopping e maloca?
Quem vai até lá, sempre vai voltar
Um pouco carioca...

moço,

que beleza de poema, smba-canção, bossa... com gingado dos malandros cariocas,

que até eu, paulistana da gema que sou, fiquei com gostinho de quero mais,

beijos

ah, se tu escrevesse um poema pra mim eu ia me achar a última coca cola do deserto... hahaha.

mas só a intenção já me deixou feliz à beça.

brigada!
:D

beijãoo

Mas você sabe que aquele post não se aplica aos homens que prestam boa assistência (caso dos nossos leitores), é mais um alerta às jovenzinhas que se deparam com tipos... hã... pouco habilidosos.
Sabemos que não se pode generalizar e por isso mesmo separamos os mancebos em categorias =D
Beijão, querido!
Ah! Se puder, nos ouça hoje às 20h!
O endereço está no blog!

Ei, meu lindo, tu já é um carioca? Quero saber de tudo.

Caríssimo Poeta! Cara, esse samba-pooemaço-canção, me levou ao Rio pelas 3 vezes que o li. Muito bom! E esse fascínio rio-na-gente será eterno, não se escapa. Sonho um dia ir lá...

Brigado pelas visitas lá no bloguinho, viu?

Abração!

Entendi sim, poeta, mas quis dar uma satisfação além, coisa de mulher...
Sobre o seu poema, eu, a Ro, sou carioca.
Moro no sul há um bom tempo, mas mesmo assim sou supeita pra falar do Rio
Adorei todas as estrofes, mas me derreti mesmo foi com este verso: "Que sorriem à queima-roupa".
Beijo!

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