giovedì, dicembre 28, 2006

Acabou-se

Se o que era belo inicia-se
De um jeito ou de outro enfeiou-se
E o que era muito promisso acabou-se
Pra quem sabe voltar um dia...

Este blog está encerrando suas atividades

lunedì, dicembre 25, 2006

Explicações

É, tô sem saco pra poesia.

Não é questão de falta de inspiração não. Se eu quiser eu sento e em uns cinco minutinhos sai uma poesia sobre qualque assunto que eu quiser. O problema é que faz muito tempo que a vida não anda merecendo poesias de minha parte...

A vida ultimamente tá parecendo uma dessas crônicas mal-escritas que deixam publicar no Jornal do Brasil. E ainda por cima o James Brown morre.

Sabe, a vida exige sempre de você um pouco de falta de juízo, um pouco de sadismo e de auto-compreensão. Não dá pra ser espectador da própria existência...

Porém, obviamente, quase ninguém consegue ser protagonista. As peças em cartaz são poucas e os mocinhos acabam sempre morrendo no final se o filme foi bom. Ressurreições são raras e acabam com seu sossego. Imagina como deve ter sido a vida do Lázaro depois que Jesus ressuscitou ele...

Mas se eu pudesse escolher, ah, eu seria John Wayne. O problema é que na maior parte do tempo eu preciso fingir ser Bruce Wayne, escondendo meus morcegos no armário. Bruce Wayne é a identidade secreta do Batman e não o contrário. Só sendo Batman o Bruce consegue ser quem realmente é. No fundo, o único que sabe disso é o Alfred...

Vivo cercado por uma série de Curingas. Se eu fosse o John Wayne ia me divertir atirando neles e sempre sobrevivendo pra fazer o mesmo papel no próximo filme: redentor...

Ou alguém duvida que, nesse mundo conturbado, ser quem se é hoje em dia é, em suma, uma grande redenção? E os poucos que optam pelo teatro, caricaturando a vida e monologando seus sonhos, são obrigados a se esconder: sua arte nunca chegará ao grande público...

E então, para o ser humano normal, resta a sátira de existir. E esta sátira fica ainda mais clara quando se pensa que o grande sonho, o objeto de desejo, é uma vida de contos de fadas, permeada com uns salpicos de realidade mórbida em cada sinal de trânsito. Realidade suja e feia de que o público se entope nos Reality shows.

Muitos vivem a vida pela metade e os poucos, como eu, que resolvem tomá-la de rédeas e bebê-la pelo gargalo perdem seu tempo tendo de se explicar de seus feitos fantasiosos e suas dúvidas existenciais...

Resumindo, o espírito de Natal está morto. Por isso, qualquer coisa que eu disser nesse sentido hoje soará falsa e artificial justamente porque não é possível conciliar caridade com falsidade. E, francamente, as coisas que vejo sobre o Natal tem soado cada vez menos sinceras...

E isso é uma consequência direta de todas as coisas que disse acima.

É isso

sabato, dicembre 23, 2006

Devaneios

Não, nunca me interessei particularmente pelas coisas simples. É porque quando a gente tenta explicá-las, por algum motivo estranho tudo que a gente diz parece meio óbvio demais pra todo mundo...

Gosto sim das coisas complicadas. Ou então de complicar as coisas simples. É basicamente pra diminuir o número de comentários ou pra ver como é que as pessoas vão interpretar minhas reinterpretações.

Viver é sair do óbvio. Quem fica sempre no óbvio tem uma vida medíocre, Não consegue compreender a complexidade do mundo. E sem complexidade é que nem sexo fácil, é útil por um certo tempo, mas nunca vai sair da mesmice de sempre.

Por outro lado, quando se escolhe ousar e agir tudo fica muito mais interessante...

venerdì, dicembre 22, 2006

A Árvore

Dizem q a vida é bela...

Mas nem sempre a beleza está onde devia se ver...

Às vezes a beleza está justamente no grotesco, no paradoxal..

Às vezes a beleza está na língua lambida, no beijo chupado..

Às vezes está nas putas...

E às vezes está no Morango com Gengibre...

giovedì, dicembre 21, 2006

Saudade

A saudade faz frio de tremer os ossos
Desumidece de rachar os lávios
E engole a vida de tal conformidade
Que as partes todas de mim desaparecem

E quando foi de novo perto o coração dela
E também os turbilhões ensandecidos
De ventos imaginários se desfazem
Terei outra vez o controle
Das partes invisíveis do meu ser...

E então,
Num ataque cruel de ignorância,
Vendo o mundo borrado de olhos onipresentes,
Roubar-te-ei aquele beijo prometido na chuva
E adiado infinitamente pelas tuas estripulias

mercoledì, dicembre 20, 2006

Carnaval

Quando bate o batuque, a Molamba
Sente o fraco da cachola
E remexe na garganta
Faz de santa
E se perde na avenida.
Dança doida da vida
Se mudando e refazendo
Se curando do momento
E sendo mais
Mais do que se quer
Mais do que se é
Profundamente enlouquecida
Suada ela se anima
E me procura com o olhar.

martedì, dicembre 19, 2006

27

Quando bate o coração
E a saudade muda assim
Intempestivamente transtornada
Fecho os olhos e te imagino
Nas curvas do meu peito
Planando no meu céu

Contínua

domenica, dicembre 17, 2006

Ataque

Sim, vai ter um ataque.

Um tórrido ataque no Morango com Gengibre...

sabato, dicembre 16, 2006

Rádio

Tudo estava igual
Nas curvas da estrada
Quando a vida lhe beijou
E lhe tomando, fê-lo ser mais
Ousando mais
Fazendo mais do que podia.

E tendo mais da vida e de si
Disse o que era e não se desfez
Pintando na parede um auto-retrato
Dançando no ritmo falso do bordel

E ela, quando engoliu tudo
de olhos fechados
Lhe disse com os nervos em transe
Que te quero e nada mais

Insegurança

venerdì, dicembre 15, 2006

Voltas



Volta pra cá
Sorri pra mim
Vem devagar
Faz com carinho
Toca no eu
Faz com que teu
Coração
Bata
Bem forte
Sem fim

E então
A flauta doce
Da estrada plena
Irá em direção
De nós

giovedì, dicembre 14, 2006

Desejo


O Post de hoje tá forte, intenso...

Agridoce...

No Morango com Gengibre...

mercoledì, dicembre 13, 2006

Fácil

Se eu sonho que não sou
Ou se sou
E não sonho
É porque do pó que veio só
Antes que viesse, vim e vi
Melado entre tuas pernas
Pra que eu morresse de vontade...


E depois da vontade veio o escaldo
Que precede o escândalo
Das tuas veias brilhando como o sol
Ferinas e insinuadas
Cópias inusitadas
Do teu
Eu


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Hum, só uma coisinha q eu fiz e que queria postar há tempos...

martedì, dicembre 12, 2006

Cariocas

Eu queria, nem que fosse um dia
Louco dessa vida
Ter a audácia desses cariocas
Que se esbaldam nas tuas esquinas
E cheios da volúpia que ela provoca
Vão se indo falando bons-dias
E outros impropérios que quase não se nota
Pois quem é que não nasceu
E morre de vontade de ser carioca?

Pra andar com braços abertos e olhos fechados
Ou se o contrário, pois não sou otário.
Só sonho um dia ser milhardário
E ter cobertura no Leblon
Um carro do bom
E um segurança chamado João
Pra me proteger do mal
Que vem lá do Vidigal
Ou talvez, quem sabe da Maré?

Gostam de beber nos bares
Boêmios da cidade, na Lapa
Ou na orla do mar
E ouvem seus vagos vagidos
Multidão de desasssistidos
Que implicam com meu caminhar.
E pedem um pouco de tudo
Como poderia eu não dar?
Pois só que lá do Corcovado
Vem o chamado pra eu me atentar
Pra tomar cuidado com as estrelas
Que caem ritmadas pra cá e pra lá..
Um brilho de cidade
Que a sociedade não quer se importar

Gosto daquelas mulheres
Nem todas daqui, nem todas de lá
Que sorriem à queima-roupa
E me fazem pegar o violão
Escrever uma canção pra lhes encantar
Pra logo fugir dali
Que a chuva vem chegando
E vamos caminhando
Que aqui não dá pra ficar
Pois quando chove no morro
Chora a cidade, chora o mar

E num eterno Janeiro
Ensoloramento que não quer findar
Ou finda na casa da Tina
Seu filho Tulipa, quer se mudar.
Também morar no Leblon
Numa cobertura, quem não quererá?
E com seu 22 desce do morro pra me encontrar
Dançamos a dança da cidade
O verbo e o alforje vulgar
Eu e ele somos um
Morando no mesmo lugar
Pois todo que é carioca
Não se coloca ou se deixa estar
Mesmo quando sangra no asfalto
Bem lá do alto, Deus a nos olhar...

Ave do Rio de Janeiro
Dança dali no terreiro
Quem é daqui, estrangeiro
Na roda do samba sempre tem lugar
Pois quem é que não nasceu
E morre de vontade de ser carioca?
Quem é que não quer ser assim
Cidade e floresta, shopping e maloca?
Quem vai até lá, sempre vai voltar
Um pouco carioca...

sabato, dicembre 09, 2006

Pequeno Samba pra Miss P


And she smiles to the heaven
Sand’s grain flying by the wind

Vai, saudade, mata a minha alegria
E continua virando a lembrança
Consumindo o mundo em fantasia

Vai, canta docemente a noite
Um bando de pedaços de ilusão
E virtua a faca que te envol-véu
De estrelas flamejantes
Caindo e piscando vultuosas
Num céu de anjos envolventes

Sim,
Vai que depressa é mais seguro
Ele te espera na esquina
Dançando nas pegadas deste mundo
O samba-canção de tua história
As crases feitas na memória
E um barco de sinestesias

Miss P.
Nos canta a palavra do sincero
Envolve a noite com teu verso
E simula a face desse canto
Na voz suave de quem o compôs

Pra ti
Estátua de rochedo inquebrantável
Sustenta as palavras com os lábios
Pra dizer que o fim é o início
Sim...

Going to knew New Castle
To see a new world with your hands…

venerdì, dicembre 08, 2006

Ingratidão

Vou parar de colar as vitórias

Que das Glórias de outros vieram

E nas marcas que estacam, simplórias

Mais de tudo pra cima e do meio


E então, quando a solidão

Tornar-se um março eterno e rançoso

De chuvas, renovando o cio

E eu chorar de novo pra que ela me perdoe

Vou me embora antes que ela me vicie

Vou me embora antes que ela me domine.

mercoledì, dicembre 06, 2006

12

Tuim, tonel
Eva conheceu o Céu
Ela viu o mundo inteiro
Do balão fantástico
E pintou frases em papel

Tuim, Noel
Bate forte o coração
E dança a vida na cidade
Livre como a borboleta
Voa, titubeia e cai forte ao léu


Plim, Natal
Nada mais especial
Pulsa o pulso e pula
Vista que situa
Ela continua
E fica
E vai


Eva, virtuosa
Nuvem
Muda e fica
E liga o motor
Da vida
Eva, encanto
Que dissolve a dor da ferida

Eva, mulher
Romance e ídolo
De mim...

martedì, dicembre 05, 2006

Aniversário

Cai a flor do dirigível
Quixote na beira do rio
E vive na praia o anúncio
Da vida que vive
E redemoinho
E gira no fundo
De um novo amor

E Kaka nos olha nos olhos
E Kaka nos olha nos lábios
E Kaka é nova mulher
Pois ela nos testa de frente
Em busca de um novo fim

Pois quem quer ser não nos quer
E quem é não sorri pra mim
Caminha e caminha nos ventos
Caminha pra frente e depressa
Caminha bem certa, enfim...

domenica, dicembre 03, 2006

Sândalo

No túnel da solidão
Disparo como um raio
Tomado da velocidade mórbida
E sensual da dança
Da reprodução


E acasalo, agasalhado
Protegido no ninho
Sentindo o cheiro do sândalo
Recendendo dos lençóis.