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Auto-retrato

Sou a mão que balança na noite
Que treme de frio antes do sol
Que te toca com dedos sábios
E te leva a conhecer novos tons

Sou o cheiro que envolve teu corpo
Toma tuas narinas, teu cérebro
Tua vagina, teu gozo, gotas que escorrem
De ti e de mim

Metade e pedaço
Dobro e meio
Página e rodapé
Voando ao vento
Envolvendo-te
Com o som
Grandilo-quente
De meus beijos
A explorar
Cada parte de tua pele

Sou teu sangue, teu gingado
A lágrima fria que treme
Os soluços que soltas sozinha
A faca que corta teus pulsos
O som que ouves no choro:
Teu filho que morreu no colo

Sangue, lábios e falo enrijecido
Tapas, matizes e languidez
Sou a glória, toda a glória
Espantosa, velada e cruel

Criada e espelhada de ti

Nossa! Que picante!!!!
mas EU ACHEI O MÁXIMOOOOOOOOOO
Um beijãooooooooo.

Rapá.... que coisa, que coisa, tô até sem saber o que dizer!
Muito bom!
Sorte e saúde pra todos!

poeta e sua mente...
assustadora?
talvez.

Se vc é assim como descrito no poema(denominado, creio que não por acaso, "Auto-retrato"), acho que me apaixonei..rsrsr...Justo eu...que brinco com as letras e desprezo contas!!!... Voltarei sempre... meu beijo inaugural... exato como rimas geométricas!

Uia!
Me abana!!!!
Cara, esses teus poemas esquentam a gente!!

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