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A Faca que Matou José Augusto

A faca que matou José Augusto
Ainda continua ensangüentada
Pingando sangue vermelho e escuro
E a maioria finge não ver nada

A faca que matou José Augusto
Ainda vem matando tantos outros
E fica martelando na memória
E fica nos tornando como loucos

Mas embora insista em ser faca
Que do sangue do outro não veio
Das esquinas se fala a palavras
Sustentada no meio do seio

E para insistir em ser faca
Palavra rasgando o centeio
Pois do outro lado da saca
Ficou o som do rodeio

Das palavras soltadas no tempo
Se ficou o gemido do cão
Que corou-se no fino da noite
Perguntando se sim ou se não

Vou te amar setecentas mil vezes
Te beijar por seiscentas mil horas
E quando soprares meus versos
Ouvirás as medidas das trovas

E do outro gume da faca
Que e faca que o outro não veio
Pois metade que era da tábua
Agora és dobro e meio

Das rudezas que escrevo com o verso
Se será o fim ou se não
Que da faca de sangue do padre
Poderá se ouvir a canção

E de quando mil anos terrestres
Se tornarem mil vasos de luz
Nas sarjetas dos tempos vindouros
Nascerá um novo Jesus

Que da faca nascido errante
Ressuscito do sangue de Augusto
Indeciso nas suas imagens
Coroado do sangue do irmão

E quebre-se o cetro do Papa
E viva o reino dos filhos
Que sedentos do sangue materno
Sugam as tetas do mundo perdido

Que da faca atravessa o peito
De outro modo não parará
Pois me fazes de meio o dobro
E me ensinas a te ensinar

A esquecer das dores do parto
De um filho que não pretendia
A roçar seus lábios às noites
Desejando o sopro do dia

Pra beijar-te, mais uma brandura
Correndo o risco do pão
Vicejando na paz do esquecido
Que nunca fui no sertão

Pois do outro lado da faca
Ficou o cabo do cetro
E dos olhos vidrados de César
José renasceu como um feto

Desmamado da mãe para sempre
Pras formigas da terra é chão
E que dizes nas terras de Jó
Esquecer de que houve perdão

E dos outros gumes da faca
Parará no melhor do menino
Que lambendo o sangue do cabo
Cortou-se e ficou-se ladino

Pois da morte que se mostra inglória
Nascerá o grande pendão
Mudando o curso da história
De Augustos, Josés e João...

Pois Augusto, primeiro de muitos
A morrer na lida do fraco
Beijando a cruz do bandido
Seu nome ficar para o lado...

Caraca...e ñ é q se supera a cada post?
=******

mmmm... adoro assassinatos!!!

Rapá... tô aqui besta!
é uma epopéia esse teu poema!
é o tipo de coisa escrita com as vísceras... gostei pra caramba!
Sorte e saúde pra todos!

Pois da morte que se mostra inglória
Nascerá o grande pendão
Mudando o curso da história
De Augustos, Josés e João...

DOREIIII ESSA ESTROFE!
E REALMENTE

VC SE SUPERA A CADA POST...ESSE FOI O AUGEEEEE..QUERO VER VC SE SUPERAR DESSE...
HAHAHAHAAH

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