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Sobre o 11/09/2001

A Mamy pediu ontem pra gente fazer um post especial sobre os cinco anos do 11 de setembro de 2001. Eu jamais tinha voltado a pensar seriamente nesse assunto, mas depois que ela falou eu passei a considerar todos os acontecimentos desse dia nefasto.

Eu era monitor no Pre-vestibular e passaria para a UnB naquele semestre. Nao estava estudando muito (eu nunca levei esse negocio de estudar a serio antes da universidade) e fui surpreendido quando a aula de historia foi encerrada para que fossemos pra casa. Fomos todos assistir aos videos, bestificados. Eu lembro do Jornal Hoje, do Nascimento falando daqueles dias. E vi acertarem a segunda torre ao vivo...

Passou tanta coisa na minha cabeça. A possibilidade de uma guerra de proporçoes epicas era real e eu tinha apenas 17 anos nessa epoca.

Fui trabalhar a tarde e a noite. Vazio, nao apareceu ninguem a tarde e poucos gatos pingados a noite. Tudo estava muito serio. Todos estavam silenciosos, ate a turma dos meninos que iam tentar o concurso pra sargento do exercito que eram os mais extrovertidos. E claro, eles estavam particularmente apreensivos, com razao.

Desci pra sala de monitoria e fui esperar alunos enquanto pensava nas coisas que vira durante o dia. La pras oito e meia a Thais apareceu. Ela tremia e começou a chorar, mansinho no canto. Eu detestava abraços nessa epoca, mas a abracei e a senti chorar mansinho no meu peito.

Eu ainda nao tinha visto ninguem chorar naquele dia. Acho que todos estavam se segurando, se fazendo de fortes. Thais foi a unica. E foi um choro tao libertador, tao singelo que eu me senti um pouco comovido com tudo isso. Ela me olhou nos olhos e me beijou agradecida...

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Fomos para a outra sala e fizemos amor no escuro e em silencio, sabendo que nao seriamos incomodados. Ela devia saber que eu tinha feito o mesmo com duas de suas amgas dias antes. Ela me procurou de um jeito tao desprendido e tao desajeitado que eu nao me surpreendi quando tive certeza de que ela era virgem. Foi a primeira e unica virgem com quem me deitei.

Me senti mal. Meus valores pequenos burgueses eram muito fortes nessa epoca e eu me senti como se tivesse desonrado uma donzela. E ela tinha me procurado chorando naquele dia.

Enquanto pensava distante eu sentia aquele corpo nu e arfante perto do meu. Ela tinha dezenove anos.

Eu pensava no movimento punk e nas implicaçoes daquele dia. Estavamos muito organizados no mundo inteiro. Lutavamos juntos contra a globalizaçao e pela revoluçao anarquista. As manifestaçoes estavam chegando proximas do limite que leva a revoluçao, principalmente na Alemanha e França. Havia movimentos anarquistas fortes no Mexico e na America Latina. E no meio disso tinhamos o que lutar contra os neonazistas que tambem estavam muito fortes. Alem da ordem (eu era recem proclamado ENNF)...

Sabia que aquilo seria usado como pretexto para prender nossos maiores lideres. Mas algo que dizia que tambem seria uma pa de cal na globalizaçao. De certo modo eu estava certo.

E nesse momento ela me beijou de novo. Ela tinha me feito muito bem naquele dia. Ela me deu esperanças de que as coisas mudariam para melhor. Eu tambem chorava por aqueles olhos, mas nao sabia. E a amei de novo, sorrindo e ela se aninhou em mim, agradecida...

um 11 de setembro um tanto quanto mais romântico, um tanto quanto mais picante, um tanto quanto mais poético,não?
Visão de poeta é sempre mais visionária, reacionária e amante...

No meu 11 de setembro eu estava somente na oitava série. Estudava na cidade vizinha e ficamos sabendo da "desgraceira" no ônibus de volta pra casa.
Era contra os EUA?
Pois é...comemoramos!
Ingênuos, incrédulos, inóspitos.
Comemoramos!
Y viva la REVOLUCIÓN! Diziamos em plena oitava série.
Crianças!
;)

"Senhor Fisk! Saiu dos controles! Está em todos os jornais!"

"Aí está. Espere. Aí! Vc ouviu? A explosão ocorreu a oito quarteirões e a terra tremeu aqui. É a Guerra, Wesley. E eu simplesmente a trouxe das selvas da América do Sul para os becos de Nova York"

"Senhor Fisk, estamos perdidos! E se descobrirem que Bazuca* está ligado ao senhor?"

"Wesley, esqueceu que Bazuca trabalha para o Exército Norte Americano? Estamos respaldados. E agora eles provam do próprio veneno que andam disseminando mundo afora..."

A queda de Murdock - Demolidor, Editora Marvel.

Fisk - O Rei do crime

*Bazuca - Protótipo de super soldado (igual ao Capitão América) a serviço dos interesses mercenários do Exército dos Estados Unidos

Wesley - lacaio de Fisk

Essa curta passagem retrata bem o que aconteceu no dia 11. Os americanos tiveram o gosto do que acontece em algumas das regiões onde eles costumavam intervir. Foi um duro golpe no que chamam de globalização e controle do dito "mundo" criado por eles. É claro que foi triste. Toda guerra é triste e toda matança tmb.

Muitos acharam que seria o início da 3ª Guerra Mundial e que o mundo ia acabar. Será que Taís ficou com medo de morrer virgem. Bom... ainda bem que foi com você... porque você me parece delicado e cuidadoso. Vocês têm, agora, boas lembranças.

O meu foi parecido. Eu não tive aula no cursinho.

Mas eu não chefiava nenhum movimento anarquista, e fiquei virgem mais um tempo depois disso...

Drika: Puzé, mas é verdade... A minha vida sempre foi poética e estranha. E viva a revolução. E de certo modo eu comemorei também, a princípio..

Selph: As HQ sempre tem alguma coisa interessante pra dizer, né não? Ainda mais personagens marcantes como o Rei do Crime. A Marvel tem as manhas..

Mamy: Eu não sei não. Eu acho que ela resolveu dar pro primeiro idiota que aparecesse. Como eu estava no lugar certo na hora certa, acabei "se dando bem" (hehehhe). Mas eu me senti muito mal um tempo por ter me aproveitado da menina...

Menina: É, mas vc é bem mais novinha que eu (rsrsrs)...

caramba,......
milaborante é a mãe.. (não a clau, péralá)

vi o segundo avião atingir a torre e elas arderem em chamas na casa de um amigo enquanto conversávamos sobre vestibular, o fim do mundo, o céu, turnês pela Europa...me senti mal,por um momento, por não haver me estarrecido muito com isso e até ter intimamente comemorado este infortúnio dos EUA...

Querido,
Estava com saudades...
Realmente 11 de Setembro ficou para a história da Humanidade...
Trágico acontecimento, do qual gostaríamos de esquecer...porém fico feliz pela teu conto de amor, pelo menos alguma boa lembrança em 11 de Setembro!
Bjs
Patyçazinha

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Eu concordo com a Mamy, ela procurou-te a ti, podia ter sido com outro qualquer, mas ela foi ter contigo, procurou o teu abraço.
O meu não foi nada de mais, um dia sentada em frente à tv a ver a desgraça.

Aline: Mas é estranha a vida... A gente sempre se surpreende...

Policarpe: Não se sinta mal. Vc era jovem e eu tb. Tínhamos o direito de errar...

Patyçazinha: Não devemos esquecer. Devemos sim lembrar. E a le,brança nem foi tão boa assim..

Tamia: É. É bom pensar assim. Obrigado...

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