« Domestico | Chuva » | Cimento » | Sobre o 11/09/2001 » | Musa em Vermelho 3 » | Alline » | Musa em Vermelho 2 » | Renata » | Vermelho » | Sobre o Morango com Gengibre » | Amores e Amores »

Musa em Preto e Branco #1


Pearl's Tears and a unbreaker heart

Bodas de ouro no sapatinho de cristal
A musa se esconde e me devora
E choro, e choro
E temo o fim dos teus sorrisos
E declamo nos meus versos: desespero
E me assombro no vazio do meu peito

A musa em preto e branco
Me acusa, me insinua
Se descarna de toda pele
Se arranha em dolorosas tardes
Fotografias indelicadas
Modificadas com pintura
Arlequina

Quem de nós dois sofre mais?
Eu, o Poeta, ou sua musa?
Vê-la chorar é morrer ausentemente
Um poeta ausente é um mundo bem mais triste...

Um ponto no espaço
Dois ou mais, olhos negros
Que escondem o vermelho da paixão
Piscam escandalosos e vidrados
Piscam: vagalumes barulhentos

Nada resta, só a solidão
Das árvores tristes e mortas
Como mortos os pássaros,
As flores, árvores, campos inteiros
Todos silenciosos quando ela não sorri

E um mundo triste não deixa brilhar a minha musa
Nem o céu sair de minha boca
Minha palavras contidas num silêncio gritante
Abafado pela tristeza...
Quando eu quero gritar pelo teu nome
Prendem-se minhas vozes
Na rajada de vento frio vindo do cemitério de sorrisos
E jardins de lágrimas
Estou sendo atraído por ele
Talvez minha alma já esteja lá
E meu corpo vaga numa solidão imensurável
Das ruas de concreto e melancolia
Já que a minha única fonte de vida
Tão perdida como eu, chora num canto escuro do meu coração

Chorai, humanos desgraçados!
Chorai comigo, o Poeta das Mil Musas
Que a uma delas jurou maior emprenho
Que a uma delas jurou os melhores versos!

**************************************************

Esse canto não poderia ter sido escrito sem a colaboração prodigiosa da Ferzinha Eda. A ela todos os meus agradecimentos. A ela e à musa em Preto e Branco...

Abraços
Roger Elias Tabaldi
Vulgo Poeta Matemático

Noooooooooooooossa,poeta!
Qualquer comentário meu aqui seria pouco e até mesmo patético se comparado a esse poema.
Simplesmente perfeito.
Desculpe-me a falta de palavras,mas é que o assombro da perfeição me deixa pateticamente quieta.
Beijinhus.

PS:- Um arraso essa sua musa,ein? hihihihihi

eu já disse no msn, mas eis me aqui.
meu.....pq vc não junta essas poesias e leva numa editora?
VC MAND MTO BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM
i love it!

Caraca, Poeta! Ficou lindo demais! Caramba, juntar você e a Ferzinha é puro show!

Esses olhos eu conheço bem...

Você e o Policarpe andam tão mal-do-século...

Muito bonito, um pouco triste mas muito bonito.Beijão

E quando a musa se perde do seu poeta preferido? Aconteceu comigo...
Suas palavras são fortaleza...

Beijinhos...
P.S.: Linkei vc... :)

Drika: Tu devia parar de me mimar. Eu só espero q a musa esteja melhor agora.

Aline: Eu andei pensando nisso, mas acho difícil, muito difícil...

Mamy: Ela é foda mesmo, né? Pena que não reabre o blog...

Menina: Mas eu nem tô assim. O problema é a musa. E que olhos, né?

Bela: E a vida não é bela, Bela?

Nanna: Bem, acontece. Eu me perdi de minha musa preferida. Tive de arrumar outra e, particularmente, estou muito feliz com a troca... Tb te linkei..

meu caro amigo!!
quanta viveza de estilo!!!!!
o mais ignorável e desapercebido elemento da vida cotidiana se torna uma esplêndida maravilha quando se encontra com a pena e a alma do poeta...
essa musa merece mesmo estas belas palavras...gosto muito dela...tá meio sumida mas, espero que ela esteja bem...
abraços

Posta un commento