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Mitocôndrias

Não sabes o quanto choro no meu travesseiro quando não estás à minha volta? Não sabes o quanto dependo do teu sorriso, do teu cheiro, do gosto da tua língua na minha boca? Não sabes que morro de frio sem o teu calor?

Sou teu, já te disse, mas tu não percebes. Sou teu para que me tomes e me uses como quiseres. Sou teu para que me domes, me vicies, me mates se for preciso. Mas não poderias me dar em troca nem que seja um olhar, um sorriso, uma demonstração de afeto?

Pelo contrário, tu me usas, me flagelas. Tu me joga dos prédios, das janelas. Tu me vegetas, me ignoras. Ansio por teu beijo a toda hora...

Quem és pra me tratar dessa maneira? Quem és pra me partir as esperanças, pra monopolizar minhas lembranças, ser minha única pedra, minha única serventia, meu único forte em meio a uma guerra fratricida?

Não, não é amor. Amor não dói assim. Amor não marca com ferro em brasa, amor não arde, amor não faz querer morrer. Eu quero sim, eu quero a morte, eu quero o descanso eterno que me leve a esquecer o teu corpo, a curva indecente da tua nuca. Eu quero parar de chorar todas as noites pensando em como te reconquistar...

Eu quero o mesmo fim das margaridas que te dou a cada primavera. Eu quero o mesmo fim do poeta ao fim da tarde. Eu quero o mesmo fim das sonatas monocórdicas.

Imaginação.

Ai, lindinho... tão triste... :_(

Fiquei sem saber o que dizer...

Caramba!!!
"a curva indecente da tua nuca"
Puxa vida, EU ADOREIIIIIIIIII...
Beijo meu amado.

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