sabato, settembre 30, 2006

Onomatopéias


(dica, leiam em voz alta e usem os espaços entre os versos pra separar pausas mais curtas e mais compridas)

Tic-Tac
Tic-Tac
Tic-Tac
Tic-Tac

Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmm
Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmm
Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmm

Hum?
Hun-hum?
Hum-hum-hum?
OK!
blaft

passt-passt-passt
Nheeeecccc
Blam!

Visct,Vicst
Chuááááááááá
Chuááááááááá
Hec-Hec-Hec
Chuááááááááááá
Chuááááááááááá
Slurbt
Shack
Shack
Shack
Chuáááááááááááá
Chuáááááááááááá

Nhec!
Blam!
Passt-passt-passt
Nhec!
Blam!

Tá, tá, tá táááááááááááááá
Tááá, tá, tá, tá, tá-tá....
Tum, tá, tum, tá-tá
Shugá, tum, tá, tum-tum...
Hun-hun, tum, tá-tá-tá...
Hum, lá, tuiá, tuiá, tuiáá!!!!!



Upa!


Nhec
Passt-passt-passt
Click

Beeeeeemmmmm Amigos da Rede Globo
Click
Silvio Santos vem aí, olê, olê olá
Click
Sua Alma tem salvação, irmão, converta-se
Click
Bessaaaame, Bessame mucho!
Click
Puta que pariu, pisa no freeeio zé!
Click

Putz!
Tic-Tac
Tic-Tac
Tic-Tac






Ronc

zzzzzzz

Ronc

zzzzzzzzz

Triiiiiiiiiimmmmmmmmmmm
Trrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm

Alô!
Hum
Hum-hum
Tá...
Ahm han
Smack!

Passt, pass, passt
Nheeeeeecccccc!!!!!!
Blam!
Shect-shect!

Smack

Passt-poc-passt-poc-passt-poc-passt-poc

pi-pi

Creck,
Nhec
Nhec
Blam-Blam

Vruuuuuuuuuuuuummmmmmm
Bi-Bi
Pum!

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Bem, agora que vcs leram, eu gostaria de saber o enredo da história (Precisa de todos os detalhes) . Quem acertar primeiro ganha um poema sobre o tema que quiser. Pode ser?

Inté...



giovedì, settembre 28, 2006

Por um Novo Brasil


Eu quero um novo Brasil
Um país onde se possa sonhar
Esperar por dias de luz, de sol
Sem corrupção
Sem guerras por comida,
Teto,
Terra,
Saúde,
Emprego
Onde os homens se olhem nos olhos
E andem de mãos unidas
Vivam pela fé
Esperança,
Trabalho
Pela comunhão de seus dias
Sem medo de errar
Sem medo de sofrer
De ter sua liberdade abalada
Por déspotas, grupos econômicos
Interesses mesquinhos de nações estrangeiras
Jornalistas inescrupulosos
Gente oportunista
E estes ratos imundos que roem a pátria

Eu quero um Brasil soberano e forte,
Eu quero um povo unido
Um povo sorridente
Um povo que lute com seus próprios braços
Para andar com as próprias pernas.
Eu quero educação de qualidade
Eu quero professores bem pagos
Com tempo pra se aperfeiçoar
Respeitados
Orgulhosos
Felizes

Eu quero um projeto claro
Seguro
Extemporâneo
Uma pacto duradouro por um país novo
E não a continudade de políticas protencionistas
De espetáculos escusos
De um congresso de marajás

Eu quero um sol que brilhe pra todos
Espaços de cultura
Pra formação de identidade
Pra diversão e arte
E porque não pra poesia?

Mas, principalmente,
Eu quero um país onde possamos nos olhar nos olhos
Nos cumprimentar mutuamente
E dividir nossos sonhos em paz
Sem medo de que nossas palavras venham a nos ferir..

Eu quero um novo Brasil...


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Não, eu não vou fazer propaganda pra nenhum candidato. Ms se vocês ajudarem não votando no Alckmin eu agradeço (rsrsrs)


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Se tu tá se lixando pra política, dá uma passada no Morango com Gengibre e descubra o Sol das Bahamas.


martedì, settembre 26, 2006

Ladrilho

Chuva molha a telha
Telha tem goteira
Dentro o bule ferve
Dentro a plebe geme
Geme e não vigora
Já chegou a hora
Finca a lua nova
E depois jantar
Ligando a tevê
Vê se não amola
Vê se não me beija
Vê se não demora
Amor.



lunedì, settembre 25, 2006

Campanha Ajude o Brincher



Caros,

Não se se todos sabem o que aconteceu com um grande amigo meu, o Sandro Brincher. A casa da mãe dele pegou fogo e ele precisa de toda a ajuda possível.

Na página dele, que abre ao clicar no logo, existe uma série de informações relevantes para quem tem interesse em doar dinheiro, material de construção ou entrar em contato com a família.

Infelizmente eu estou sem dinheiro, mas gostaria de contar com todos você para participar dessa campanha cujo objetivo é arrecadar fundos pra que a mãe dele reconstrua a casa e possa voltar a trabalhar.

Eu criei esse logo provisório e aqui do lado vocês podem pegar o comando pra linkar o logo no blog de vocês.

Mas eu gostaria que todos ajudassem nessa campanha, dando sugestões, ajudando a criar um logo melhor ou pelo menos entrando no blog dele pra dar uma força. Pra isso basta clicar no Logotipo da campanha.

Sei do bom coração de todos e creiam que eu jamais faria isso se não tivesse certeza de que ele precisa muito disso...

Que Deus recompense tudo o que vocês fizerem.

Obrigado...

Poeta de Merda




E uns chamam de Poeta de Merda
Falam que escrevo besteira
Esses eu peço que voltem
Pra suas vidas mesquinhas
Esqueçam meu sonhos, minhas rimas
Esqueçam as palavras bonitas..

Não, não tenho a menor raiva
Respeito as vossas idéias
Respeito o vosso cinismo
Sarcasmo
Egoísmo
Narcisismo
Tolismo exarcerbado...
Respeito mesmo

Quero que sejam felizes
Só os dois
Numa praia bem deserta
Longe de tudo
E não encham mais o saquinho
Não me façam de tolinho
E não venham falar de mim pelas costas
Não venham encher meus amigos
Deletar os nossos nomes, esquecer-nos..

Sabem? Vocês acham que abalam?
Não abalam nada não...
E, por favor, vão abalar em outra freguesia..
Porquê essa daqui não agüenta mais ouvir falar
Das suas brigas
Dos ciúmes
Das coisas vocês pensam da gente..
Francamente..

E pra quem não entendeu nada
Isso é só um recado mal-criado
Praquela que rima com cu
E praquele que rima com bosta...

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É, menina, agora eu te entendo...

Sério mesmo...

domenica, settembre 24, 2006

As Escadas da Vida

Temos uma longa jornada com um caminho feito de escadas na qual percorremos a
vida inteira, em que alguns momentos subimos e outros descemos, às vezes
mais
rápido, às vezes mais devagar, podemos até cair, mas existem patamares
para descansarmos e neles se encontram nossas vitórias.

As escadas
podem ser feitas de diversas formas, das mais simples às mais
sofisticadas.
E podemos construí-las da maneira que quizermos, conforme nossas
experiências e desejos

No início de nossas vidas somo ingênuos
e podemos igualar nossas jornadas a
escadas simples. Conforme vamos
crescendo, temos a capacidade de modificá-las,
deixá-las da maneira que
almejamos.

A cada patamar temos a oportunidade de planejar o modelo
dos próximos
lances e sofisticá-los o quanto possível e raramente deixamos
da maneira
inicial. Estamos sempre fazendo novas mudanças.

Hoje
você, Roger, conseguiu alcançar mais um patamar nessa difícil subida e
todos
nós, amigos, parentes, pais, irmãos, namorada, estamos contentes por você.
Acompanhamos cada momento, suas alegrias, tristezas, irritações, desilusões,
chateações e temos o prazer de presenciar sua vitória.

Uma
vitória importantíssima, que te leva hoje a mais um lance de escada,
onde
você tem novamente a oportunidade de planejar seus novos degrais e
deixá-los
da maneira que almeja.

Desejo tranquilidade para que você possa
construir seus degraus da melhor
forma, de maneira confortável e bela para
assim alcançar mais vitórias, como a
que comemoramos hoje e chegar ainda
mais longe e mais alto na vida e de lá poder
apreciar uma bela paisagem. Mas
não fique triste, pois te acopanharemos em mais
esta etapa desta longa vida,
novamente torcendo por você...

Parabéns...


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Agora me explica como é que a gente não chora lendo uma coisa linda dessas? Será que eu mereço uma mulher tão maravilhosa?

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Povo, tem um amigo meu em grandes dificuldades. É amigo meu e da Menina. Por favor, cliquem no Link e dêm uma força. Ele não merece tar passando por isso...

Abraços

mercoledì, settembre 20, 2006

Puzé...

Então, povo...

É amanhã o grande dia...

O dia em que o Glorioso Poeta (estudante de) Matemático vai pegar o canudo e se tornar um verdadeiro Matemático. Falta só ser Poeta...

Mas, assim...

Se algum de vocês estiver passando por Brasília (sei que tem uns habitantes da terrinha que entram aqui e não comentam..), por favor, apareça...

Será no Centro Comunitário da UnB (É, aquele lugar onde rolam as festas psicodélicas) às 20:00 hs..

Aos que ficam eu sinto dizer, mas foi ter de sumir por uns dias por causa de festa, roupas, cabeleireiro, baile...

Então, depois eu conto um tiquinho pra vocês que não poderão ir....

Ah, se vocês puderem deixar algo como, sei lá, uma mensagem, ou algo que diriam se estivessem aqui, fiquem à vontade. Eu queria poder pagar passagens de avião e hospedagem a todos...

Bem, é isso...

Inté

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Ah, outra coisa, pra não morrer de saudade de minha humilde pessoa, sugiro dar uma lida agora mesmo em mais uma de minhas prosas iverossímeis no Morango Com Gengibre.

A morena é um estouro...

martedì, settembre 19, 2006

Revolução


Cai a ilusão nos véus da noite
E então, de que tipo nós seremos?
Escravos, burgueses, senhores?
Não existem mais planos ou histórias
Nem facas, nem sonhos de glórias
Só eu e o paraíso perdido
Nas bandeiras rubras do teu corpo...

Serei eu ou não serei nada
E caem os filhos da guerra
Caem como folhas em agosto
Caem, escorregam no lodo
Sem ter sequer o gosto do beijo
E vibram, barulhentos
Embora titubeantes

E eu, sedento
Canto e canto o canto
Sigo e sonho o sonho
Sugo, sopro e sibilo
Lágrimas de esperança
Vermelhas de porta-bandeira
Esquecidas, de qualquer maneira
Esmeralda sem camafeu...

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Pra quem quer conhecer a historia da Morena inacalcavel, sugiro dar uma olhada no Morango com Gengibre.

lunedì, settembre 18, 2006

Quadrilatero

Andorinha esfacelada na janela
Se apaixonou do Beija-Flor
Roubou-lhe a Rosa
Matou-se na sacada
E antes de chorar
na sua sepultura
O galo, eterno cafajeste
Vingou-a com um canto enciumado
E foi servido assado
No almoço de segunda

domenica, settembre 17, 2006

Mitocôndrias

Não sabes o quanto choro no meu travesseiro quando não estás à minha volta? Não sabes o quanto dependo do teu sorriso, do teu cheiro, do gosto da tua língua na minha boca? Não sabes que morro de frio sem o teu calor?

Sou teu, já te disse, mas tu não percebes. Sou teu para que me tomes e me uses como quiseres. Sou teu para que me domes, me vicies, me mates se for preciso. Mas não poderias me dar em troca nem que seja um olhar, um sorriso, uma demonstração de afeto?

Pelo contrário, tu me usas, me flagelas. Tu me joga dos prédios, das janelas. Tu me vegetas, me ignoras. Ansio por teu beijo a toda hora...

Quem és pra me tratar dessa maneira? Quem és pra me partir as esperanças, pra monopolizar minhas lembranças, ser minha única pedra, minha única serventia, meu único forte em meio a uma guerra fratricida?

Não, não é amor. Amor não dói assim. Amor não marca com ferro em brasa, amor não arde, amor não faz querer morrer. Eu quero sim, eu quero a morte, eu quero o descanso eterno que me leve a esquecer o teu corpo, a curva indecente da tua nuca. Eu quero parar de chorar todas as noites pensando em como te reconquistar...

Eu quero o mesmo fim das margaridas que te dou a cada primavera. Eu quero o mesmo fim do poeta ao fim da tarde. Eu quero o mesmo fim das sonatas monocórdicas.

Imaginação.

giovedì, settembre 14, 2006

Musa em Preto e Branco #1


Pearl's Tears and a unbreaker heart

Bodas de ouro no sapatinho de cristal
A musa se esconde e me devora
E choro, e choro
E temo o fim dos teus sorrisos
E declamo nos meus versos: desespero
E me assombro no vazio do meu peito

A musa em preto e branco
Me acusa, me insinua
Se descarna de toda pele
Se arranha em dolorosas tardes
Fotografias indelicadas
Modificadas com pintura
Arlequina

Quem de nós dois sofre mais?
Eu, o Poeta, ou sua musa?
Vê-la chorar é morrer ausentemente
Um poeta ausente é um mundo bem mais triste...

Um ponto no espaço
Dois ou mais, olhos negros
Que escondem o vermelho da paixão
Piscam escandalosos e vidrados
Piscam: vagalumes barulhentos

Nada resta, só a solidão
Das árvores tristes e mortas
Como mortos os pássaros,
As flores, árvores, campos inteiros
Todos silenciosos quando ela não sorri

E um mundo triste não deixa brilhar a minha musa
Nem o céu sair de minha boca
Minha palavras contidas num silêncio gritante
Abafado pela tristeza...
Quando eu quero gritar pelo teu nome
Prendem-se minhas vozes
Na rajada de vento frio vindo do cemitério de sorrisos
E jardins de lágrimas
Estou sendo atraído por ele
Talvez minha alma já esteja lá
E meu corpo vaga numa solidão imensurável
Das ruas de concreto e melancolia
Já que a minha única fonte de vida
Tão perdida como eu, chora num canto escuro do meu coração

Chorai, humanos desgraçados!
Chorai comigo, o Poeta das Mil Musas
Que a uma delas jurou maior emprenho
Que a uma delas jurou os melhores versos!

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Esse canto não poderia ter sido escrito sem a colaboração prodigiosa da Ferzinha Eda. A ela todos os meus agradecimentos. A ela e à musa em Preto e Branco...

Abraços
Roger Elias Tabaldi
Vulgo Poeta Matemático

mercoledì, settembre 13, 2006

Chuva



Tarde fria, o vento leva pequenas folhas e pedaços de papel pela rua. É sinal de chuva. Todos os cidadãos de Brasília sabem reconhecer a chuva quando ela vem. A gente espera tanto, faz tantos planos pra depois da chuva. Ela é uma redenção, como um batismo anual que chega pra nos lembrar que podemos ser melhores.

E é com tanta força que a gente a espera. Existem os sinais de que ela está chegando: o cheiro, o ar mais pesado, a umidade que muda. Mas o mais importante deles é a florada dos ipês. Tem o roxo, o amarelo, o branco. Quando eles terminam de florir, como que por milagre, lá do oeste vem uma onda cinzenta, barulhenta com seus relâmpagos a beijar os transeuntes.

E todos se escondem, nas lojas, nos bares, nos shoppings, mas não praguejam. Eles ficam admirando as gotas, sentindo os cheiros, tendo o gosto adocicado da poeira molhada que se fixa. É quase como uma simbiose: dá pra ouvir os barulhos das sementes se abrindo sob a terra e se elevando para os céus.

E era um dia desses, depois de uma longa seca de cortar a garganta e fazer chorar que ele ficou preso no engarrafamento. Mas os cidadãos de Brasília não buzinam nos engarrafamentos, ainda mais na primeira chuva depois da grande seca. Eles ficam olhando admirados pra cada gota como se fosse a última das chuvas.

E ele agüentou cada um dos cinqüenta minutos parado naquele caos. Todos agüentaram, como cúmplices daquela maravilha. E depois todos engataram a quinta marcha e andaram pelas avenidas largas indo pra suas casas.

E ele entrou em mais um daqueles prédios de cimento, subiu o elevador, desabotoou o colarinho, abriu a porta e estranhou a escuridão.

Ligou a luz e viu um grande papel sobre a mesa escrito

DESLIGA A LUZ E SIGA AS VELAS.

Ele ainda não tinha visto as velas. Homens são todos iguais. Desligou a luz e foi seguindo cada um dos pequenos fachos de luz ondulante na escuridão, ouvindo o barulho da chuva e morto de curiosidade. Uma a uma, ele se divertiu apagando cada uma delas.

Os homens com o tempo aprendem a ter paciência. Na porta do quarto ele parou e sentiu o cheiro maravilhoso das rosas misturado com a chuva. E pôde distinguir o ruído levemente adocicado e excitante da respiração contida.

E ele entrou de olhos fechados, aproveitou cada segundo. Tateou o caminho até a cama e sentiu a suavidade do lençol de cetim. Abriu os olhos e viu que ela não estava lá.

E viu a sombra vinda do banheiro.

Tirou as roupas, lentamente, enrolou-se com a toalha e entrou com o balde de champanhe na mão. Era ela, nua e sorrindo, como na primeira vez que se amaram.

Só teve tempo de murmurar: Eu te amo...

martedì, settembre 12, 2006

Cimento

Roda a caçamba
Cola na lama
E sobe a ladeira
Saindo do mar
E anda lentinha
Levanta poeira
E passa na curva
E muda a maneira
E torra no sol
E vive de nuvem
E tomba no limbo
E fica de quatro
E sofre de dor
E Sula Miranda
E mão no volante
E corta o vale
E sobe e sobe
E chega à cidade
E é o peão
E vem a enxada
E é a peneira
E é o tijolo
E é construção
E é a menina
E o assobio
A cara fechada
E a rebolada
E a lotação
E é o sinal
E é o sininho
E é a caçamba
Sula Miranda
E é cento e vinte
E ultrapassagem
E o caminhão
E a curva fechada
E ela não freia
E era a menina
E era a caçamba
Acabou-se o refrão...

lunedì, settembre 11, 2006

Sobre o 11/09/2001

A Mamy pediu ontem pra gente fazer um post especial sobre os cinco anos do 11 de setembro de 2001. Eu jamais tinha voltado a pensar seriamente nesse assunto, mas depois que ela falou eu passei a considerar todos os acontecimentos desse dia nefasto.

Eu era monitor no Pre-vestibular e passaria para a UnB naquele semestre. Nao estava estudando muito (eu nunca levei esse negocio de estudar a serio antes da universidade) e fui surpreendido quando a aula de historia foi encerrada para que fossemos pra casa. Fomos todos assistir aos videos, bestificados. Eu lembro do Jornal Hoje, do Nascimento falando daqueles dias. E vi acertarem a segunda torre ao vivo...

Passou tanta coisa na minha cabeça. A possibilidade de uma guerra de proporçoes epicas era real e eu tinha apenas 17 anos nessa epoca.

Fui trabalhar a tarde e a noite. Vazio, nao apareceu ninguem a tarde e poucos gatos pingados a noite. Tudo estava muito serio. Todos estavam silenciosos, ate a turma dos meninos que iam tentar o concurso pra sargento do exercito que eram os mais extrovertidos. E claro, eles estavam particularmente apreensivos, com razao.

Desci pra sala de monitoria e fui esperar alunos enquanto pensava nas coisas que vira durante o dia. La pras oito e meia a Thais apareceu. Ela tremia e começou a chorar, mansinho no canto. Eu detestava abraços nessa epoca, mas a abracei e a senti chorar mansinho no meu peito.

Eu ainda nao tinha visto ninguem chorar naquele dia. Acho que todos estavam se segurando, se fazendo de fortes. Thais foi a unica. E foi um choro tao libertador, tao singelo que eu me senti um pouco comovido com tudo isso. Ela me olhou nos olhos e me beijou agradecida...

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Fomos para a outra sala e fizemos amor no escuro e em silencio, sabendo que nao seriamos incomodados. Ela devia saber que eu tinha feito o mesmo com duas de suas amgas dias antes. Ela me procurou de um jeito tao desprendido e tao desajeitado que eu nao me surpreendi quando tive certeza de que ela era virgem. Foi a primeira e unica virgem com quem me deitei.

Me senti mal. Meus valores pequenos burgueses eram muito fortes nessa epoca e eu me senti como se tivesse desonrado uma donzela. E ela tinha me procurado chorando naquele dia.

Enquanto pensava distante eu sentia aquele corpo nu e arfante perto do meu. Ela tinha dezenove anos.

Eu pensava no movimento punk e nas implicaçoes daquele dia. Estavamos muito organizados no mundo inteiro. Lutavamos juntos contra a globalizaçao e pela revoluçao anarquista. As manifestaçoes estavam chegando proximas do limite que leva a revoluçao, principalmente na Alemanha e França. Havia movimentos anarquistas fortes no Mexico e na America Latina. E no meio disso tinhamos o que lutar contra os neonazistas que tambem estavam muito fortes. Alem da ordem (eu era recem proclamado ENNF)...

Sabia que aquilo seria usado como pretexto para prender nossos maiores lideres. Mas algo que dizia que tambem seria uma pa de cal na globalizaçao. De certo modo eu estava certo.

E nesse momento ela me beijou de novo. Ela tinha me feito muito bem naquele dia. Ela me deu esperanças de que as coisas mudariam para melhor. Eu tambem chorava por aqueles olhos, mas nao sabia. E a amei de novo, sorrindo e ela se aninhou em mim, agradecida...

venerdì, settembre 08, 2006

Musa em Vermelho 3



Lua e flor no berço

Tens um som de águia

Uma ária ou verso

Ou fuga ou compasso

Que tange o céu

E beija o chão...


Quem sondas na flor da idade?

Embora o laicado, embora a dúvida

Embora a lágrima fria e seca

Não sabes o belo que possuis?


Vida a horizonte

Que se fundem no prato de sopa

Ou no ar fresco e vazio da tarde

Se encantam com a cor

Corpanzil tropical

Pequenos espasmos mentais

Que não conseguem esconder

A busca de um beijo teu...

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A quem interessar possa, eu conheci a Cily ontem. Uma tremenda figura...

Foi um imenso prazer falar com ela...

Mais detalhes no msn...


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Ah, é claro, além disso tem uma nova história no Morango com Gengibre.

martedì, settembre 05, 2006

Alline



Corre, dança e grita

Nota a fera e fica

Sente o pano e escuta

Cambará

Seca, deita e canta

Fica na lembrança

Dor e pano louco

Cambará

E pula, dança e roda

O dia vira horas

Cai a madrugada

Cambará

E sente o pente fino

E doira nesse hino

O vão do céu noturno

Cambará

Na vida vira a roda

Vira e vira história

Simplesmente eterna

Cambará

E fica o dedo em riste

Nunca choras triste

Seca a língua dura

Cambará

Vinte e cinco anos

Carmem e seus ciganos

Pés que sondam o chão de

Cambarás

Rodrigo e seus poetas

Ômegas e Tetas

Ronco de um motor de

Cambará

.

.

.

.

Lânguida, lágrima fria

Que tece o muro na mão

Do homem e do céu

Entre os campos de Artigas

Belorizontinas

Cambarás...

domenica, settembre 03, 2006

Musa em Vermelho 2


She comes - Under the montain

Ela vem e me diz no ouvido
Notas em bemol e sustenido
Lágrimas quentes e hálito frio
Unhas que cortam o risco da pele
E olha pra mim: flamingo multicor
Desejo, delírio e chamuscamento
Uma flor múltipla entre meus campos
Viscejando sobre as montanhas
do meu peito descarnado e entregue...

She comes - Under the montain
Looking above my closed eyes

Ela vem superior, anterior e laica
Histórica, heróica e fugaz
Cometendo delitos com meu coração
Vermelha lua, bandeira de guerra
Aportando no meio do oceano
Na pequena Ilha dos Amores perdidos

She comes - Under the montain
And she goes away, long, long time
Past

Mas ela se vai, longínqua e efêmera
Ela se vai, como uma grande ilusão
Fumaça, bruma, neblina quente
E me deixa solitário, com meus sonhos
Vazio e estúpido
Pintor
Poeta
E escultor...