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Sobre o Amor, Suicídio e Outras Histórias

Guardo poucas recordações boas de quando eu tinha doze anos. Foi uma época muito difícil pra mim, os doze anos. Alguns amigos morriam, outros me maltratavam. Sinto ainda a faca de uma tentativa de suicídio nessa época. Tenho a marca sobre o peito, logo acima do coração...

Eu era uma alma triste e abandonada. Muito difíceis esses dias.

O principal problema era a solidão. Eu olhava para o mundo em volta e não via ninguém, só a dor dilacerante do silêncio e da solidão. O que me movia era a certeza absoluta que jamais seria amado por ninguém, como homem, amigo, pessoa. Era uma certeza tão grande e forte que me deixava isolado, solitário, triste...

Eu conheci o lado doloroso da vida muito cedo. Sorria muito pouco e chorava por dentro todas as noites, embora jamais vertesse lágrimas. E ficava só, com meus livros e discos...

Mas isso passou...

O tempo cura a solidão com a mesma força que cura todas as tristezas que existem. O tempo é o conselheiro sábio, fiel e paciente. Contra ele não há remédio, nem contra a morte.

Aprendi, a muito custo que o respeito, assim como o amor, precisam ser conquistados. A vida é um espetáculo de andanças e refregas, onde pequenas batalhas cotidianas dão o tom de uma existência gloriosamente insignificante, ou insignificantemente gloriosa...

E, nesses devaneios, aprendi a amar e ser amado. Aprendi a confiar com todas as forças e a ser merecedor da confiança das pessoas. Aprendi sobre o sexo tântrico, sobre o Orgasmo Múltiplo, sobre pontos erógenos especiais e sobre como, no fim das contas, é muito simples fazer uma mulher feliz.

Por fim, hj, quase aos 22 anos, acordei num dia lindo, num céu sem nuvens no azul cotidiano do planalto central, senti o cheiro familiar das coisas que me cercam e me dei conta:

EU SOU MUITO AMADO...

E, por causa disso, eu tenho muita sorte. Tenho muito do que me orgulhar...

Amo vocês, meus caros amigos, com todas as forças. A vida não permite que sejamos pouco intensos. Uma vida mais ou menos é uma vida sem nada...

E, espero ser merecedor, senão do vosso amor, ao menos de vosso respeito. E, hj, quase aos 22 anos, eu gostaria de dizer que as pequenas coisas que vcs fazem por mim contam muito nesse coração, eternamente incompleto e solitário.

Um homem não pode viver só. Um poeta menos ainda. Um poeta matemático então, nem se fala...

Fiquem com Deus, meus amados e saibam que eu penso sempre em vcs. Contem comigo pra tudo. Eu faço tudo por vcs...

Abraços

Roger Elias Tabaldi
Vulgo Poeta Matemático

maravilhoso....
putz... sem palavras...
(eu tb)
te adoro, homem mais famoso da ....!
:P
(p.s.: tô indo hj, mas se o trem lotar, só resta tentar amanhã, daí fica combinado)

mmmm! esqueci...
o trem do cookie naum dá certo, já tentei!
(ou vc acha que naum está falando com uma aprendiz de hacker)? :P
talvez eles coloquem algo no registro... mas tou sem tempo de fuçar...
see u later, lieb!

Lindo post, Poeta! Vou me incluir entre seus amigos amados... sou mesmo uma metida a besta.
E você ensina outros a serem amados amando. Beijos.

Intenso, como muitas das coisas que você fala, Poeta. E saiba, você SEMPRE foi e SEMPRE será amado. Basta abrir as portas da percepção.

Melhor do que saber amar, é saber ser amado. E você aprendeu isso com o decorrer do tempo. Fico feliz por ti, Poeta querido e amado!!!

Tinha uma pergunta a lhe fazer, mas já fiz lá na Saga... lembra dela?

Te amo, querido, besitos!

Te amo também querido!

Ah, Poeta, tinha me esquecido... duas coisas:

- Não tem como a gente ensinar alguém a ser amado. A gente no máximo pode amar. O amor é algo que nasce com todo mundo, e cada um desenvolve, à sua maneira, como vai recepcionar o amor do outro. Tem gente que é de boa com isso, tem gente que não. Gente como eu custa a aprender, mas um dia aprende.

- Nem que eu tenha que ficar 24 horas conectada, ou que eu tenha que pegar um avião pra Brasília numa quarta feira chuvosa, eu gostaria MUITO de saber o que faz vc concordar com o "ideal" do PCC. Juro, de verdade, é só me dizer o dia que eu possa ir aí.

Sad 1: Bom q o trem não lotou, uai! Conversar cocê é sempre tudibão!

Sad 2: Puzé, sempre temos de lutar contra o capitalismo internacional...

Mamy: Vc é uma das mais amadas entre todas as amigas amadas que já foram amadas nesse mundo... Obrigado pelo conselho...

Ana: Puzé, miss P., eu não lembro. Na verdade, essa parada de amor é estranha. Se fosse simples, pq a gente perderia tempo com isso? Te adoro, muié...

Bela: Viva!

Ana 2.1: Hum, prefiro acreditar na mamy, mas levarei em consideração tb.

Ana 2.2: Puzé, entre o PCC e a polícia, eu sou PCC animal. Eles não matam indiscriminadamente meus amigos. Matam apenas policiais e atacam agências bancárias vazias...

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