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Teu





Teu.
Teu escravo, senhora, tua cria
Tua fera obediente, teu servo desamparado
Orador eloqüente, silenciado
Poeta sem rima, sem métrica, sem nada

É teu.
Teu, o semblante aliviado
O corpo, tremendo ao meu lado
Entregue: suado, tomado
Jogado, machucado, estrangulado...
Inoculado...

De mim, fiel seguidor de tuas ancas
Fiel tomador de todas tuas esperanças
Homem, servo, patrão e menino
Prostituto de ti, imagem ferina
Viril, másculo: flores ao espanto.

Sou eu
Eu quem te desdobra com a língua
Palavras, gestos, obscenidades íntimas
Exponenciadas pelo toque gentil da barba
Carícias leves, mordidas: mata desbravada

Sou teu.
Teu dono, feitor, mestre, professor
Cigano, andarilho, nunca estás comigo
Vago na fria escuridão
Sou tua
Imaginação...

afffff.... queria um assim pra mim, uai!

wow!!!!!
lindooooo
mais uma vez, detonou!

Mas cadê o outro layout? Porque sobre o texto eu não tenho comentários.

Mas é claro que a gente tem que marcar de se ver. Bom que você gostou do texto. E sobre tempo, eu sei bem o que é isso. Estou no penúltimo período e a monografia para escrever no próximo. Como é seu trabalho de conclusão de curso?

Gostei muito do teu blog, mas particularmente deste poema.
Mucho bom!!!
bjs

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