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Eu


Triste

Um céu negro e incólume
Um céu de chumbo,
Pontilhado de estrelas mortas
No maio eterno e sangrento
No maio vulgar e pictórico
No maio, longe do mar
E do sol, eternamente...

Ah, eu desejei a noite eterna
Mais o que resta é o sangue
A nudez da morte que se repete
A morte da desilusão amorosa
A morte da solidão das árvores tristes
A morte do cafajeste
Do canalha
Do homem feito
Do calhorda
Do mentecapto

Quem sou?
Uma alma penada vagando pelo mundo
Em solidão, ranger de dentes
Um eterno solfejo
Do violino abandonado
À espera do barco pelo sol...

.
.
.






E, no fim da noite eterna
As mãos que se calam
O casulo que envolve
O antigo poeta feliz
Outrora errante
Hoje, nada mais
Que uma catacumba vazia
Um morto que se esqueceu de cair...


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Bem, o Selph disse que eu não falo muito de mim. Como eu nunca escrevo nada pra mim mesmo, vai aí uma série de auto-impressões. Espero que alguém goste. Se ninguém gostar, paciência. Eu gosto muito do meu eu. Estou aqui só querendo dividir com vcs....

Aquele abraço...

E há quem queira fazer ler essas impressões!

Eu gosto meu querido, eu gosto.
Um grande beijo

Eu gosto meu querido, eu gosto.
Um grande beijo

Eu adoro o seu eu.

E quando vejo que o seu eu sofre (quando eu percebo isso), eu tb sofro... mas... nem sempre posso fazer alguma coisa. Certo?

Fica bem, por favor... qquer coisa, email, telefone, sinal de fumaça, e principalmente, MSN, estão aí sempre à disposição.

PS: O poema é lindo. Mas não combina com você. Você merece a vida.

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