« Domestico | Econometrarquitetura » | Abril Manauara » | Econpet » | De volta.... » | Férias Surpresa » | Vejam mais coisas » | De Volta ao Inferno » | Manaus » | Lua Cheia » | Uma Outra Estação »

Um Canto Triste


Cansei de chorar pelos erros dos outros
De esperar as rosas, quando so restam crisantemos
Roxos, azuis e tristes vagas indeleveis
Dores contidas, facas surdas que sangram
O pulso destro...

E vejo meu sangue que jorra docemente
Um tanto tacito, ou mesmo purulento
A sujar as nadegas nuas da amante
Ja putrefata, descansando eternamente
O sorriso morbido, labios em extase
Olhos abertos, a expressao da morte

E eu canto o canto triste, epitafio
A negritude aparece, catarata opaca
Acompanhada das lagrimas indiferentes
De versos escondidos entre as linguas
De coleras guardadas no peito desassossegado
De ejaculaçoes contidas e etereas

E eu canto o canto triste, docemente
O canto flor, o canto escarlatico
Gladio uniforme, impossibilidade
Opera solitaria, monologo ateu...

será que vale mesmo a pena?
não sei se argumentos me farão pensar o contrário...
teus versos resumem com rigor todos os meus sentimentos...
e, como diz nosso saudoso companheiro: 'e a vida continua'
infelizmente, pra pior...
(obrigada de novo, sr poeta!)

lindo poema, triste. mas lindo, mesmo.
não deixa de ser triste.

Puxa... que triste...

Ei! Não me deixe preocupada, viu!

Muito bonito o poema ... triste como tudo.

Voltei, punk!

Tô te sentindo meio tristinho... fique não, isso passa.
Beijos.

Posta un commento