venerdì, marzo 31, 2006

Ode Ao Dous de Julho





Era no Dous de Julho. A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia...
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
"Neste lençol tão largo, tão extenso,
"Como um pedaço roto do infinito ...
O mundo perguntava erguendo um grito:
"Qual dos gigantes morto rolará?! ...


Debruçados do céu. . . a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado...
Era tocha — o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma — o vasto chão!
Por palmas — o troar da artilharia!
Por feras — os canhões negros rugiam!
Por atletas — dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro — era a amplidão!


Não! Não eram dous povos os que abalavam
Naquele instante o solo ensangüentado...
Era o porvir — em frente do passado,
A liberdade — em frente à escravidão.
Era a luta das águias — e do abutre,
A revolta do pulso — contra os ferros,
O pugilato da razão — com os erros,
O duelo da treva — e do clarão! ...


No entanto a luta recrescia indômita
As bandeiras - corno águias eriçadas —
"Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava...
E a glória desgrenhada acalentava
O cadáver sangrento dos heróis!


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Mas quando a branca estrela matutina
Surgiu do espaço e as brisas forasteiras
No verde leque das gentis palmeiras
Foram cantar os hinos do arrebol,
Lá do campo deserto da batalha
Uma voz se elevou clara e divina.
Eras tu — liberdade peregrina!
Esposa do porvir — noiva do Sol!...


Eras tu que, com os dedos ensopados
No sangue dos avós mortos na guerra,
Livre sagravas a Colúmbia terra,
Sagravas livre a nova geração!
Tu que erguias, subida na pirâmide
Formada pelos mortos do Cabrito,
Um pedaço de gládio — no infinito...
Um trapo de bandeira — n'amplidão!. ..

Castro Alves

(S. Paulo, junho de 1868)


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Uma amiga muito querida, me mandou essas pequnas espumas flutuantes que tem enchido meus dias de um estado tão magnífico de beleza e contemplação que minhas palavras embaciadas não conseguem carregar o verdadeiro significado destas coisas...

Portanto, fica aqui o agradecimento...

Abraços.

mercoledì, marzo 29, 2006

Pêsames...



A menina da lagoa

Eu pensava em escrever aqui a minha origem de outra forma, mas depois da notícia que chegou até mim pela televisão, não poderia ser de outra forma que não essa que farei aqui.

Foi encontrada nesse sábado, 28 de janeiro, flutuando no lago da Pampulha, em Belo Horizonte, um saco de lixo pequeno de onde vinha um ruído que não sabiam ao certo do que se tratava. Parecia com o som de um gato, mas um pouco mais agudo.

Pessoas iluminadas resolveram tirar aquele saco da lagoa da Pampulha e dentro, uma criança, uma menina, que devia ter em torno de dois meses de vida. Segundo os médicos ela foi retirada a tempo, pois começava a se afogar. Está passando bem e se tornou o xodó das enfermeiras. Testemunhas disseram que minutos antes do saco ser encontrado, foi vista perto da lagoa uma mulher com algo em torno de 45 anos de idade, que corria e parecia estar muito perturbada. A polícia de Minas Gerais está procurando essa mulher, para que ela pague pelo crime de abandono e tentativa de homicídio.

Nasci em 1985, em Igarapé Miri, interior do Pará. Minha mãe tinha 17 anos, e já tinha uma filha. Meu pai era 20 anos mais velho, tinha posses, riquezas, status e família nessa pequena cidade. Tinha filhos advogados, médicos e engenheiros, que foram estudar em Belém, Rio...

Meu pai abandonou minha mãe à própria sorte. Afinal, ela era apenas uma menina com quem ele tinha se divertido. Ele tinha a sua esposa, e se soubessem que eu existia seria um escândalo em uma cidade tão pequena.

Os nove meses de minha gestação foram para minha mãe de intensa reflexão e pesar. Ela não poderia me criar, nem minha avó, nem tios, ninguém.
Até que a decisão foi tomada.

No dia seguinte ao meu nascimento, fui dado a uma mulher como filho. Essa mulher hoje eu chamo de mãe, e ao marido dela, de pai. Eles me ensinaram a falar, a andar, que falar palavrão é errado, a comer de garfo e faca, a dizer sempre a verdade, a importância do estudo, a rezar, a fazer o sinal da cruz quando saio de casa e a tomar benção dos meus parentes que são mais velhos do que eu.

A mulher que me gerou, conheci quando eu tinha 15 anos, e ela me contou minha origem. Meu pai morreu a dez anos, deixando para seus filhos seus moinhos e lojas em Igarapé Miri. Tenho mais duas irmãs por parte de mãe, que moram na minha cidade natal, e que preciso visitá-las. Uma está fazendo enfermagem no campus da UFPA em Tucuruí, e a outra acaba de entrar no ensino médio.

Depois desse encontro há cinco anos atrás, encontrei a minha mãe mais duas vezes: quando eu tinha 18 anos, e há três semanas atrás. À elas duas chamo pelo nome, sem "mãe", ou "avó".

Quando vi a notícia da menina da lagoa da Pampulha, fiquei tão feliz que chorei por ela, e por mim mesmo. Porque sei que dentre os pensamentos da mulher que me gerou, um era o de não permitir que eu vivesse uma vida de privações. Não permitir que eu vivesse. Esse pensamento pode ter habitado a mente dela por dias, ou por minutos, mas em algum momento ela pensou nisso. E eu poderia ter sido encontrado flutuando, em algum dos igarapés que banham minha cidade.

Mas eu estava vendo a notícia da menina da lagoa da Pampulha pela televisão, no meu quarto. Na parede o certificado de que passei em primeiro lugar no vestibular, fotos de mim quando criança, com o menino que hoje eu chamo de irmão. Na parede pendurado o violão, os livros na estante, onde também estão os presentes tão carinhosos de minha namorada. Do lado da minha cama, o mingau que minha mãe fez pra mim, pois arranquei um dente e ela estava preocupada se eu iria conseguir me alimentar direito...

A mim foi dada uma chance. À menina da lagoa também.

E agradeço à minha mãe que me botou no mundo por ter me dado essa chance, e aos meus pais que me botaram de pé por eu estar aqui.

E choro de felicidade por que a menina da lagoa tem agora a chance de também ficar de pé. E, se Deus permitir, de muito mais.


Acabo de saber que a mãe biológica do nosso colega blogueiro coyote, que escreveu essa mensagem faleceu. Deixo aqui meus pêsames sinceros e meus abraços apertados e este grande amigo de longa data.

Gostaria de escrever mais alguma coisa, mas me fogem as palavras...

Que Deus te Ilumine,

Ass: Um Poeta, que vc conheceu como matemático...

lunedì, marzo 27, 2006

Como Perder as Rimas

Gente,

Acho que eu nunca chorei tanto em toda minha vida. Existe gente especial de tudo que é jeito, mas só quem te ama de verdade é capaz de escrever algo tão bonito e sincero pra gente.

Miss P., sério, ninguém jamais falou coisas tão bonitas e sinceras de mim em toda minha vida e eu tenho um orgulho danado de ter conhecido vc. Vc me inspira, vc me ensina, vc me faz sorrir. E, dessa vez vc me fez chorar. E ainda tá fazendo de novo.

Por isso, Miss P., eu posso te dizer uma coisa, a palavra que rima com aquelas lá q vc colocou no seu blog é uma só: gratidão...

Brigadão mesmo de verdade, miss P. e se um dia nos encontrarmos, faço questão de abrir a sua geladeira, tá certo?

Beijo...

P.S.: Eu ainda não sei quanto vale o sorriso. Só posso dizer que vale muitão mesmo...


Ah, se vc tá lendo isso e não entendeu nada ainda, clica aqui, que vc vai entender...


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Ia esquecendo. A campanha deu certo, gente, tem blogueira nova na área. Se vcs tiverem um tempinho, visitem o fantástico Instantes.

Abraços a todos...

venerdì, marzo 24, 2006

Inconstante...inconstância

Inconscientemente eu vivo sem perspectivas
Sem tranqüilidade...

Constantemente sem felicidade.
Perdida em meio a tanta tecnologia

Tantas exigências. O que exigir da vida?
O que esperar?

É sempre uma dúvida.
Não sei o que fazer muito menos como.

Sempre me imploro por respostas.
Por paz.

Não é possível mais estar feliz em meio a “tanto”.

É isso...
O demais...
O acúmulo...
Esta frenética.
Uma overdose de tudo no mundo...

Meus amigos impressionistas me dão a certeza de que quanto mais longe dos olhos mais real.

Não quero mais.
Não é mais possível viver inconstante.

Carolina Amorim
20/03/2006


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Esse aí é mais um texto genial de uma amiga genial que eu tenho. E aí, será que ela não merece ter um blog? Vamos fazer uma campanha, que tal?

Abraços

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Gente,

Tem coisas novas na saga. Se você quiser saber como o poeta matemático chorou pela primeira vez e como ele se vingou dos seus agressores, não deixe de dar uma passada por lá.

Se você ainda não lê, essa é a hora, pois eu estou explicando todos os pormenores da Ordem.

Passem lá e deixem seus comentários

Abraços

Roger Elias Tabaldi

Manias

Uma certa Louca por Blog me convidou pra participar de uma brincadeira. Então, aí vai...

Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.


Eis minhas manias

1. Apertar o Botão para pedir atenção no MSN: Fala sério, isso é uma coisa irritante, não é mesmo? Eu me amarro em fazer isso. Faço sem o menor motivo, só pra irritar mesmo. E se a pessoa fala que irrita, eu faço de novo só de raiva....

2. Fazer cócegas nas pessoas:: Essa é umas das coisas mais irritantes que eu gosto de fazer. Eu tenho até uma milenar técnica ancestral, que é chegar por trás, sorrateiramente e colocar os indicadores entre as costelas do "felizardo". Tem gente que pula, tem gente que se esperneia, tem gente que grita, mas eu me divirto....

3. Estudar ouvindo música no último volume: Haha, essa é ótima. Neguinho não sabe como eu agüento. É mais ou menos o seguinte, eu me fecho no meu muninho, ponho a música e relaxo. Tem umas que são preferidas para cada assunto. Por exemplo, análise é música erudita, em particular Beethoven. Álgebra é rock pesado, como Dream Theater ou qualquer outra coisas em inglês. Geometria é só uma MPB, banquinho e violão, Cazuza, Engenheiros. Mas tem de ser no último volume...

4. Concentrar-me Completamente no que Estou Fazendo: É tão forte que tem gente que me chama de autista. É mais ou menos os seguinte, eu fico parado, olhando pro vazio durante horas pra resolver algum problema. Me lembro de uma vez em que eu fiquei observando um bebedouro por duas horas, tentando imaginar a inteseção de dois planos tangentes para demonstrar um teorema de Geometria Espacial.

5. Gritar Aêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê!!!!!!!!!!!!!!!!!: Cara, tem poucas coisas que são mais representativas do meu estado de espírito do que o meu aêêê!!!. É mais ou menos o seguinte. Se eu tô feliz, grito Aêêêê! Senão, faço alguém gritar aêêêê pra mim. Hehe, tudo se resolve com um bom e bem dado aêêêêêêêêêêêê!!!!!!!!!!!!!!

Bem, mas como tem de ser, né, elejo cinco sortudas pra falar de suas manias. Então, ei-las:

The Sky of Patyçazinha

Bela

Teka

Baú da Cumplicidade

Um Clamor



Abraços...

domenica, marzo 19, 2006

Blues




Um velho Blues..
Num violão folk
Dois dedos de Whisk
Um gelo e Vodka
E vc com um Martini

Sons de guitarra...
É mesmo Jimmy
É mesmo Janis...

.
.
.
.

Um beijo gélido
No quarto límpido
O som esquálido
Unhas e espáduas
Vemelhas, bucólicas
Amantes incógnitos...

Beleza isólita
Suspiros cálidos
Desejos tórridos
Tremores mórbidos
Boca assintótica
Cantando o Blues..

.
.
.
.

E entronizar
Os seios Ardentes
Retrato indecente
Desejo inocente
Cuidado com ela
Quando te espera
Cantando um Blues

No violão Folk
Na mão, Whisk
Dedos em riste
Jimmy, e Janis
Ninguém entende
Só quem se entrega
Cantando o Blues...


mercoledì, marzo 15, 2006

Morbidez

Os olhos sao insensíveis criaturas negras
Que catalizam o horror interior
São fagulhas apagadas,
São lembranças perdidas
De tempos de felicidades
De andanças infindáveis
De poemas, versos, amor.

Os olhos sao dois pontos perdidos
Dois espetáculos abertos
Dois seres maculosos e infames
Duas metades tristes do homem catatônito
Duas cinzentas bagas de outrora
Dois espelhos embaçados
Flores murchas no vaso embevecido

Olhos que se contraem e piscam
Olhos que choram desesperadamente
Olhos esperam o ato intangível
O rápido escurecer da alvorada nova
O sangue que espirra e envenena o quarto...

As mãos se perdem, inconsistentes
E nos lábios o suspiro morbido,
A canção frajuta do cisne branco
O abatoar do paletó usado...

E...

E...

E...

E a vida se esvai em ondas tristes
Uma marola vestial e hipocondríaca
Acompanhada de perto de virgens velhas
De teias de aranha, incenso e velas
De cançoes latinas, oboés e pianos...

sabato, marzo 11, 2006

Tango Natureza

A boca carnuda espera atenta
Entre os Campos Elíseos
E suspira adocicada
Ao sabor dos beijos surdos
E da sinfonia torpe dos anjos
Entremeada pelo toque da maresia

Tuas mãos sobre meu corpo, teu suspiro doce
Me encanta como doces vergéis encantados
As ondas derrubam nossas almas
Que se misturam
E se embalsamam na saliva dos corpos
Acreditando assim permanecer eternos
Sob as lágrimas da lua
Que inveja o enlaçar de nossos corpos
E os sons de nossas almas
Que gritam, que dançam leves
Como as flores sopradas pela maresia
E forte como um tango louco

Beijo-te com meus lábios encantados
E me delicio com os suspiros teus.
O abraço apertado imita o tango breve
No ritmo cardíaco, teu corpo e o meu
Insistem em ser um corpo mesmo em dois
E se sincretizam num bailado mágico
A flor e o mar, no ritmo da noite,
Imitando a vida, o verbo e o sangue.

Sabes que na vida se o céu se abre é porque sorriste?
Não te levo comigo, te deixo livre
A dançar feito bailarina por entre os pés de algodão
Não lhe algemo por maresias e por almas
Finjo ter-te só para mim por um segundo
No outro já sei que voa por terras distantes
Abro meus braços, sozinho a beira de um precipício
Te sinto no vento que me abraça
Na imensidão de olhar para baixo e não ver o fim
Não sei qual é o teu fim
Assim como não sei qual é o fim do céu, do abismo e do mar.
Abro os braços, consciente que não és minha
Como não é meu o céu, nem o abismo, nem o mar
E sem lhe prender com as algemas da redenção
Tenho te nos braços
Tenho-te em todos os cantos
Vejo-te em todos os pássaros, em todas as árvores, todos os frutos
És livre como o ar que entra e sai de meus pulmões
És presente em tudo como a própria natureza
Livre como a própria liberdade

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Caros,

Esta poesia maravilhosa foi escrita a duas mãos por mim e por um certo animal sentimental numa conversa no MSN. Acredito que esteja entre as melhores que já foram aqui postadas. Então, ajeitem-se na cadeira e sintam a beleza de cada um dos versos...

Abraços.

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Tem coisa nova na saga. Se vocês quiserem saber como Guerreiro Anarquista e o Judeu caíram na pancada, cliquem aqui.

giovedì, marzo 09, 2006

Contra-Senso

Toda lousa é toda branca
Toda branca e verde lousa
Toda ela em derivadas
Calculada em variedades
Toda ela em Rn
Grupos de permutações
Congruência mod p
Nada disso por você


Isso tudo e nada mais
Outros tipos de integrais
Mistos de barcos e flores
Espaços múltiplos, vetores
Tábuas de senoidais
Ventos diferenciais
Arrepios selenóides
Ou seriam cardióides?


Corações, decorações,
Teoremas, corolários
Variam no mesmo quadro
Pra viver e conhecer,
Tudo isso nostalgia
Dados de geometria
Dançam juntos os mortais...


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Caros, eu queria ter postado isso ontem, Dia Internacional da Mulher, pois essa poesia é pra que vocês saibam que eu não sou o único poeta matemático para ser um protesto contra toda forma de opressão das mulheres contra os homens, mulheres que querem que engravidemos, que querem reduzir nossos salários, que querem pagar nossas contas, que querm que nos depilemos, que usemos calcinhas...

Brincadeirinha, feliz Dia Internacional (atrasado) para todas as mulheres punks deste Brasil. Saibam que aqui vcs tem um grande admirador.

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Ah, tem coisa nova na Saga do Anarquista. Se vocês querem saber como o Poeta Matemático e o Guerreiro Anarquista foram recebidos na Academia do Guerreiro e como o Assistente do Mestre chamou o Anarquista pra pancadaria, não deixem de dar uma passada lá. Ah, e deixem seus comentários, senão eu fico desanimado e paro de postar...

Abraços

lunedì, marzo 06, 2006

Amores Brutos




Eu e ela víamos as estrelas
Entrelaçados no frio as víamos
E imaginávamos velhos cometas
E sonhos eternos, noites e dias

Eu ela beijávamos as estrelas
Jogados no chão beijamos e vimos
O raio destruir a estrela cadente
E a lua que vinha nos prostituindo

Eu a a Punk amávamos nas estrelas
Pégaso e Fênix nos conduzindo
A língua quente roçava a Virgem
O colo nu, Via Láctea personificada...

Eu, ela e os cristais.
Eu, ela e as estrelas...
Eu, ela e o amor...

venerdì, marzo 03, 2006

Inspiraçao

Nao sei exatamente como eh que eu me inspiro. So sei qeu eu me inspiro muito facilmente. Dessa forma, vou escrever tres coisinhas para tres pessoas especiais que andam um pouco sem facilidade pra escrever. Espero que elas tres pelo menos leiam e saibam pra quem eu escrevi cada um dos posts. E espero tb que vcs se esforcem um tiquinho pra adivinhar. Vamos la?

Flor Amarela

Vejo docemente a amarela flor
Flor amarela, flor de amor
Flor da janela, flor de dor
Flor doirada, orada flor


Ah, flor calida e bela
Como podes ter
a cor de aquarela
Quando so ela
Parece nao saber?

E na janela,
Eh sempre ela
A flor que corrompe,
amor....


Bebes


Eu gosto de te sentir
Pequeno ressonar
Surdo vagido e enternecido...


Eu quero te embalar
Eu quero te entronizar
Eu quero ser recepetaculo...
De seus pequenos abraços
De suas pequenas coisas
De seus pequenos gestos...


Ah, como eu gosto de ti,
Te quero pra eternidade
Embalo-te, amo-te,
Quero te fazer dormitar...



Menina

Menina dos olhos
Vem ver da fachada
Vem ver da baixada
Um pedaço de flor
Menina singela,
Vem ca da janela
Me diz devagar
De que lado estou

Menina donzela
Menina mulher
Menina regaço
De que so te quer
Te amo demais
Te amo assim
Como quem nada e
Te digo baixinho
Bem devagarinho
Te vejo de longe
Mas vejo demais

Menina Amada
Menina feliz
Te trago bem perto
Pedaço de mim.
E quando somente
Bem de repente
Te vejo de longe
A sorrir pra mim
Vejo que nao posso
Ser mais feliz assim...

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A Punk nao leu o que eu escrevi pra ela. Sera que elas vao ler? Tomara que sim, pois essas tres homenagens eu fiz com todo amor de meu coraçao.

Paz e bem a todos

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Ah, tem coisa nova na saga do anarquista. Deem uma olhada.

giovedì, marzo 02, 2006

Só Um Aquecimento

Eu não consegui baixar as fotos da câmera ainda, por isso ainda não postei nada. Pra não deixar ninguém aqui no vácuo, aí vão umas fotos pra que vcs saibam um pouco do que eu vi.

Abraços...