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Calor




Antes que se guardasse a sete chaves nosso último segredo
E que se ignorasse o que achávamos válido e bonito
E que se pintasse com tons de febril púrpura a incredulidade
Joguei me a seus pés e te desejei fortaleza absoluta e inconstante.

Fiz-me ossos e alma naquela malfadada tarde de domingo
Porque teu colo nu e indolente era meu melhor repouso
E de tão repousante me escondi em ti e tu em minha pele
Pois éramos um em forma, cor, gesto, hipótese e sentimento.

Temos um ao outro, e daí? Vais me espancar porque não te seduzi?
Será que não percebes que meu corpo impuro não te deseja?
Abra-te para mim agora mesmo e sinta um pouco de minha fúria
Corte o metal amargo que me chicoteia e liberte a semente que em mim está!

Sim, eu quero! Como eu quero o calor de tua virilha envolvente
O que me é mais rijo quer o que é meu por direito e justiça
Carrega-me agora mesmo por esse caminho intransponível
E me aceita em teu ventre acalorado, eu te chicoteio.

Sim, eu quero! Quero ter seu cheiro em meu ventre podre
Quero que te toques onde tua pele é mais sensível
E que penses em meu corpo junto ao teu corpo, tremulante.
E que saia do teu lábio meu impuro nome, fruto do desejo.

Toca-te, eu te ordeno! És minha escrava e me deves isto
Toca-te e me sente, é o que eu mais desejo!
Pense em minhas palavras sujas e meu hálito quente,
Na minha língua áspera a percorrer teu corpo

Você me quer? Diz mais alto, diz com força, não te ouço...
Vai com gosto porque agora sabes que sou teu pedaço
Ah! Podes sentir? Acaso me carregas na memória?
Pois bem, será o único local que sempre me possuirás...

Muito parecido mesmo...Tenho laivos de sadismo as vezes.

Uia! Que erótico! Assim eu fico ruborizada...

UI!

Chega me bateu um calooooor....

Faz isso comigo não, seu moço.

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